Fado

Sozinho no quarto

Onde adormeço a solidão

Respiro devagar

E sustenho o esgar que me assalta o coração.

Sem medo do escuro

Invento sombras no breu da minha alma

Cansada das batalhas de outras vidas já extintas.

O ponto de luz onde seguro o olhar, afunda-se em mim

Espetando-me num silencioso cegar

As memórias dilacerantes que me aproximam do fim.

E assim permaneço, inquieto, sossegado,

Ruidosamente calado

Na esperança de que o dia acorde

Extenuado deste meu desassombrado fado.

© Balthasar Sete-Sóis

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