Resta-nos

Resta-nos acreditar que a bondade da nossa humanidade ainda não acabou

Que continuamos a ser mais do que marionetas que um qualquer deus criou

E que, para além do ódio perverso que a quase todos corrói

Há em nós um amor quente e terno que nunca se destrói

Na esperança dos dias que correm frenéticos e sem voz

Transborda a eterna nascente que no caminho faz a foz

E o rancor não pode ganhar espaço nem criar raiz

Porque cordas atadas aos pés não fazem ninguém feliz

Cinjamo-nos à liberdade que nos coube à nascença

Que de ninguém somos património ou pertença

E o livre-arbitrio não é apenas conceito universal que a todos fica bem

Mas a possibilidade de dar o sumo do coração e sem olhar a quem

Façamos, assim, dos olhos inundados de reconhecida gratidão

O passaporte para embarcar num mundo melhor e pleno de união

Porque, quando a fé nos abandonar, pouco mais nos resta

Do que persistir de pé como árvore morta na floresta.© Balthasar Sete-Sóis

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1 thought on “Resta-nos

  1. Avatar

    olha a formatação… :-*

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