Apresentação de Baltasar Sete-Sóis

Sou Baltasar, escravo  desta vontade que em cada palavra carrega uma dor, uma dor que rasga os desesperos e desassossegos  dos monstros que aspiro entre o que sou e o que vejo, e é dentro deles que  guardo tudo aquilo a que chamo desejo.

Não sou poeta nem escritor sou agricultor de palavras, mecânico de emoções, e digo da minha lavra, que também sou médico de corações.

E entre esse tudo e aquele nada, sou espaço completo, complexo, desframentado por fragmentos de uma solidez imposta e erigida por aquela perniciosa ruína que, inúmeras vezes, me toldou a lucidez e se tornou rotina.

Se tenho, digo eu, Sete-Sóis a brilhar-me no peito, então afirmo e reafirmo que em cada sol vejo uma sombra, e nesse brilho libertado sinto, em cada toque, a triste mágoa daquele beijo fluído e desconcertado como água.

E sempre que as letras daninhas me inrromperem na alma eu cá estarei para vos servir com o desespero que, só com o dançar da pena, se acalma. 

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Código de autor – Lei 50/2004

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